Junho laranja: mês de conscientização sobre a anemia e leucemia

No nosso calendário da conscientização, junho é representado pela cor laranja para nos lembrar de um cuidado essencial para nossa saúde, que é o nosso sangue. Este é o mês dedicado ao diagnóstico, prevenção e tratamento da anemia e leucemia. Embora as duas ocorram em nossa corrente sanguínea, elas são bastante distintas entre si.

Primeiramente, a anemia pode ser notada através do hemograma pela diminuição dos glóbulos vermelhos no sangue, que são as células responsáveis pelo transporte de oxigênio para todo nosso organismo. Seu principal sintoma é o cansaço. Mais que uma doença isolada, ela é sim um sintoma importante do corpo de que há algum problema que precisa da nossa atenção. A identificação precoce da causa é essencial para o melhor tratamento. Entretanto a origem do problema nem sempre é óbvia, por causa da diversidade de causas. Entre elas, a baixa produção de hemácias pela medula óssea; uma elevada destruição dessas células pelo corpo; ou perda de hemácias e ferro através de sangramentos. A causa mais comum é a anemia causada pela insuficiência de ingestão de ferro na dieta.

A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos. Sua origem está na medula óssea, onde as células sanguíneas são produzidas. Além de perder a função de defesa do organismo, os glóbulos brancos doentes produzidos descontroladamente reduzem a capacidade de fabricação das outras células que compõem o sangue, assim comprometendo suas funções. Ainda não se sabe muito das causas das leucemias. Podemos classificá-las pela velocidade da divisão celular e pelos glóbulos brancos, resultando nos tipos: linfoide aguda, linfoide crônica, mieloide aguda e mieloide crônica. A leucemia crônica, que é aquela que se desenvolve por um longo período de tempo, pode ser assintomática devido a sua progressão lenta. Na aguda, que se manifesta de maneira mais agressiva num espaço de tempo curto, podem ocorrer hemorragias, infecções e a anemia.

A leucemia pode ser curada e o tratamento dependerá do tipo. Pode-se recorrer a terapia biológica, transplante de células tronco, quimioterapia e radioterapia. A primeira suspeita dessa doença pode vir através do hemograma, da mesma maneira como a anemia. A confirmação final vem pelo exame da medula óssea. Assim, a realização periódica do hemograma é de grande importância para o combate à leucemia e anemia. Daí a importância de um check-up periódico com seu clínico geral.

E, é claro, todos nós podemos contribuir com o combate à leucemia, dando uma nova esperança para milhares de brasileiros que esperam por um doador. É comum que não se encontre doadores compatíveis na família, por isso, ao se cadastrar como doador, você pode ajudar alguém que espera pela generosidade de alguém capaz de ajudá-lo.

Para fazer isso, procure o hemonúcleo mais próximo de você.

Cultura inclusiva: Em um mundo interior

Já fizemos algumas indicações de filmes que tratam do assunto deficiência intelectual antes aqui neste artigo, mas hoje temos uma indicação com gostinho caseiro. Sim, a indicação de hoje se trata de uma iniciativa brasileira e tem como tema o autismo. Em um mundo interior é um documentário em longa metragem que mergulha no cotidiano de sete famílias com filhos autistas. Foi um trabalho de dois anos de duração, do qual surgiu a obra dos cineastas Flávio Frederico e Mariana Pamplona, que tinham a intenção de criar um filme para falar sobre crianças que precisam superar obstáculos para estar no mundo.

Como o autismo é um quadro que não tem diagnóstico fechado, sem cura e cujas causas não foram determinadas ainda; esse foi justamente o tema escolhido para o projeto. Para poder realizá-lo com êxito, foram necessários contatos com inúmeras famílias que viviam a realidade de lidar com o diagnóstico de autismo. Enquanto algumas famílias resistiram a exposição, sete delas toparam passar por esse longo período exposição. E sua coragem em abrir as portas do próprio lar rendeu frutos.

Graças ao documentário, o público leigo pode ter um vislumbre de como é ser uma criança autista. Especialmente porque duas das crianças acompanhadas durante o documentário ganharam câmeras, para que elas mesmas produzissem imagens para o filme. O resultado é um projeto esclarecedor e, ao mesmo tempo, poético e tocante.

O longa também teve o cuidado de evidenciar como pessoas com autismo podem ser incrivelmente distintas umas das outras, não havendo um perfil “típico” de autismo no qual a maioria se encaixaria. Os graus de comprometimento podem ser alto ou leve. Alguns autistas se comunicam relativamente bem, enquanto outros chegam até mesmo a não verbalizar.

Em um mundo interior foi apresentado no festival “É Tudo Verdade”, no mês me maio e seguiu em exibição em algumas salas de cinema pelo país. Logo deve ser disponibilizado em mais plataformas de distribuição. Ficou curioso? Então aproveita para ver o trailer do filme logo a seguir. Não deixe de ler, também, nossos artigos sobre autismo aqui, aqui e também sobre a Síndrome de Asperger, que é um tanto similar ao autismo, aqui.

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