Musicoterapia e qualidade de vida

mulher jovem tocando violino
A musicoterapia é uma modalidade de tratamento reconhecida internacionalmente, provido por profissionais regulamentados e com formação específica na área. O musicoterapeuta faz uso dos elementos constituintes da música (ritmo, melodia e harmonia) para promover o bem-estar de seus pacientes. Ela pode ser aplicada a adultos e crianças acometidos por doenças ou deficiências, com o objetivo de:
• promover o bem estar
• gerenciar o estresse
• aliviar a dor
• expressar sentimentos
• melhorar a memória
• melhorar a comunicação
• promover a reabilitação física
• melhorar a socialização
• melhorar a qualidade de vida

A atuação do musicoterapeuta

O profissional de musicoterapia trabalha com uma ampla variedade de situações e pacientes, individualmente ou em grupo. São pessoas encaminhadas pela necessidade de atenção e apoio biopsicosocial. Por meio de entrevistas e observação, são avaliados o estado emocional, saúde física, habilidades cognitivas e a capacidade de interação social de seus assistidos.
Com base nessa observação inicial, o terapeuta decide quais são as melhores técnicas a serem utilizadas. São aplicados, a partir daí, músicas e áudios terapêuticos com base nas necessidades apresentadas. Podem ser utilizadas a improvisação musical, canção escrita, discussão lírica, música e imagens, técnicas de escuta e aprendizagem através da música; ou uma combinação de vários desses elementos. Além disso, o paciente também é envolvido em estratégias criativas e estimulado a se expressar, para auxiliar na melhora de sua qualidade de vida.
Bem como seu público diverso, os musicoterapeutas podem atuar também em contextos bastante diversos. Sua atuação pode acontecer em clínicas, hospitais psiquiátricos, instalações para reabilitação, ambulatórios, centros de tratamento de creche, agências que atendem pessoas com problemas de desenvolvimento, centros de saúde mental da comunidade, programas de drogas e álcool, centros de idosos, lares e residências, instalações correcionais, centros de reabilitação, escolas e clínica privada e entre outros.
Os benefícios de seu trabalho podem ser sentidos pessoas de qualquer idade, com sintomas relacionados ao estresse emocional, necessidades e problemas de saúde, deficiências de desenvolvimento e aprendizagem. Doença de Alzheimer e outras condições relacionadas com o envelhecimento, doenças cardiopulmonares, câncer e doenças de palco finais também se beneficiam muito da terapia. Ainda pode ser utilizada em casos de problemas de abuso de substâncias, lesões cerebrais e deficiências físicas. Pode ser utilizado também para o alívio de dores aguda e crônica, no pré e pós-natal, além de assistência pré e pós-cirúrgica.

Aniversário de 14 anos da Associação

Quatorze anos atrás, demos início a um projeto modesto. Não tínhamos todas as respostas na época, nem a experiência que se acumulou até hoje, mas tínhamos a determinação de fornecer o melhor serviço de moradia assistida para pessoas com deficiência intelectual. Nossa missão, desde o princípio, sempre foi a de promover a autonomia dos nossos meninos e meninas e criar um verdadeiro lar para eles. Um lugar em que pudessem se sentir confortáveis, bem-vindos e valorizados. As duas casas que mantemos atualmente é motivo de muito orgulho e satisfação, justamente por ser a prova de que estamos no caminho certo.
Hoje a Associação São Francisco está completando 14 anos de existência. Por mais que esta data se repita, ano após ano, ela sempre terá um significado profundo para nós. São anos e mais anos que se somam, pelos quais só podemos ter gratidão. Temos a oportunidade de trabalhar com nossas meninas e meninos maravilhosos, servir suas famílias, nos envolver com a comunidade e sempre aprender cada vez mais. Entre nossos clientes, colaboradores e parceiros, temos verdadeiros amigos, com os quais sabemos que podemos contar. Nesta data especialmente, gostaríamos de agradecer a cada um de vocês, que ajudou a escrever por nossa história. Agradecemos principalmente pela confiança no trabalho que desenvolvemos com nossos assistidos. Sem vocês, não teria sido possível. E que os nossos anos de história juntos se multipliquem!
Um beijo fraterno e um forte abraço de toda a equipe Associação São Francisco.

A importância do acompanhamento médico na Síndrome de Down

Médico examinando

Esta foi uma semana particularmente difícil para nós aqui na Associação São Francisco. Tivemos um baita susto com um dos nossos assistidos, o Luiz Alberto. Tudo começou numa consulta de rotina com o neurologista. Durante o exame clínico, o médico percebeu que os batimentos cardíacos dele estavam fracos e resolveu pedir um eletrocardiograma. Uma vez feito o ECG, a suspeita foi confirmada: realmente, o coração do Luiz estava com batimentos fracos a tal ponto que poderia colocar sua vida em risco. A partir daí, corremos atrás de toda assistência que fosse necessária para garantir o bem estar dele e, finalmente, um marcapasso foi instalado.

Somos realmente gratos a Deus e à competência do médico que constatou esse fato tão prontamente durante o exame de rotina. O que impressionou neste caso é que toda essa reviravolta foi assintomática, ou seja, o Luiz não deu qualquer sinal de deterioração de seu estado de saúde. Caso não fôssemos à consulta, haveria o risco de uma parada cardíaca sem que um agravamento aparente acontecesse. Imaginem! Esse fato nos levou a refletir sobre a necessidade de emitir um alerta.

Papais, mamães e todos aqueles responsáveis por portadores de Síndrome de Down: cuidem de sempre ter acompanhamento médico REGULAR para seus filhos! Isso é muito importante.

Grande parte dos portadores da síndrome podem ser acometidos por diversas complicações. Situações graves (e até mesmo fatais) podem ser evitadas, ou amenizadas, se a intervenção médica vier no tempo certo. Dentre as doenças e complicações que podem acometer portadores da síndrome de Down, podemos listar as seguintes:

Cardiopatias

Cerca de metade dos portadores da Síndrome de Down são acometidos por cardiopatias. Frequentemente, são más-formações congênitas do coração. O mais comum são problemas no septo cardíaco, que são como que um orifício nesse tecido que é responsável por separar os ventrículos. Outra ocorrência comum é a persistência do canal arterial, que é uma doença congênita caracterizada pelo não fechamento do duto arterioso (canal arterial) após o nascimento.

O duto arterioso é um desvio da artéria pulmonar para a aorta, e é importante para a circulação fetal pois o feto não usa os pulmões para oxigenar o sangue, portanto não há necessidade de que tanto sangue circule pelos alvéolos pulmonares. Ao nascimento, a partir do momento que o recém-nascido começa a respirar, várias modificações ocorrem na circulação. O fechamento do duto arterioso ocorre de doze horas a dois dias após o nascimento. Caso esse fechamento não ocorra como esperado, pode-se observar alguns sintomas como:

  • Cansaço, notado principalmente durante a amamentação
  • Infecções respiratórias constantes
  • Dificuldades para respirar
  • Frequência cardíaca acelerada
  • Impossibilidade de ganhar peso

E, com a evolução da doença:

  • Insuficiência cardíaca
  • Hipertensão pulmonar

Um condição mais rara, que acomete cerca de 6% dos nascidos com síndrome de Down é conhecida como Tetralogia de Fallot. Essa condição é, na verdade, a ocorrência de quatro más-formações congênitas concomitantemente. Conforme explicação do Dr. Bruno Rocha, cirurgião cardiovascular, “Encontram-se: 1-A CIV, ou Comunicação Interventricular, ocorre quando existe um orifício ou “buraquinho” entre as duas câmeras do coração chamados de ventrículos (esquerdo e direito), 2-Dextroposição da aorta, que significa um desalinhamento para a direita da aorta ao sair do coração, 3-Obstrução de ventrículo direito, ocorre portanto uma dificuldade de passagem de sangue pobre em oxigênio para os pulmões e 4-Hipertrofia ventricular direita, devido ao excessivo trabalho do ventrículo direito, o músculo aumenta de massa, principalmente de espessura.” (fonte: http://brunorocha.com.br/portal/coarctacao-de-aorta-2/).

Complicações intestinais

Muitos portadores têm complicações intestinais, como constipação, diarreia e obstruções. Estima-se ainda que cerca de 5% a 15% desses indivíduos venham ser celíacos.

Problemas de audição

Cerca de metade das pessoas com Down têm dificuldades na audição.

Dificuldades na visão

Mais uma vez, cerca de metade dos nascidos com a síndrome podem apresentar estrabismo, dificuldades para enxergar de longe ou de perto, catarata e dificuldade no controle das musculatura ocular.

Sistema imunológico pouco desenvolvido

Também é comum que infecções sejam mais frequentes em portadores, uma vez que muitos têm sistema imunológico pouco desenvolvido, tornando-os particularmente susceptíveis à pneumonia.

Leucemia

Por último, mas não menos importante, cerca de 1% dos portadores da síndrome podem desenvolver leucemia aguda em algum momento de suas vidas.

A lista de complicações e dificuldades que podem ser enfrentadas pelos portadores de síndrome de Down e suas famílias é muito mais extensa do que gostaríamos fosse. Mas esta lista não foi compilada para gerar preocupação, nem desespero para aqueles que estão aprendendo a lidar com a realidade da síndrome. Pelo contrário, quanto mais se sabe das vulnerabilidades dos nossos meninos e meninas, melhor podemos nos preparar para assisti-los da melhor maneira possível. Por isso, não deixe de ter o acompanhamento regular de bons profissionais de saúde que zelem pela saúde dos seus filhos.