Passeio na praia 2016

Um começo de ano com calor, bons amigos e um mar verdinho nos esperando. Quem não curte umas boas férias na  praia?

Todo ano, realizamos um passeio com nossos meninos e meninas. São suas férias em família aqui na Associação São Francisco. São alguns dias de muita descontração, relaxamento e confraternização entre todos nós, tudo isso em contato com a natureza e num clima bem leve. Além do bem-estar proporcionado por nossas férias em grupo, ainda ganhamos o benefício de conhecer novas pessoas e divulgar um pouco mais do nosso trabalho e da nossa rotina num ambiente descontraído e casual.

Este ano nosso passeio acabou rendendo muitas fotos lindas. Aproveitem para dar uma espiada. Não deixem de compartilhar nem comentar!

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Terapia com animais

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Fofos e fiéis, eles têm nos acompanhado desde que deixamos a vida de Homem das cavernas. De animais de carga e fonte de alimento, passaram a amigos e companheiros inseparáveis. Recentemente eles deixaram nossos quintais e jardins para conquistar um novo espaço: os consultórios.

Terapeutas de diferente áreas de atuação têm encontrado grandes aliados em nossos amigos de quatro patas. A terapia com animais vem avançando ao longo dos últimos anos, obtendo resultados admiráveis no tratamento de diversas doenças e distúrbios, que vão desde a depressão até a dor crônica. No ramo da psicologia, por exemplo, o terapeuta pode observar a maneira como o paciente projeta suas emoções no animal e daí obter informações importantes para o tratamento.

Normalmente o uso terapêutico dos animais acontece de duas maneiras: por meio da Atividade Assistida por Animais e pela Terapia Assistida por Animais.

[heading h=”h3″ align=”left” font=”” font_size=”” subtitle=”” border=”false” css=””]Atividade Assistida por Animais[/heading]

Geralmente acontece num espaço de tempo de uma hora, aproximadamente, e tem o objetivo de estimular a interação entre as pessoas em tratamento e entreter. A atividade por ser conduzida pelo próprio dono do animal ou por um profissional de saúde.

[heading h=”h3″ align=”left” font=”” font_size=”” subtitle=”” border=”false” css=””]Terapia Assistida por Animais[/heading]

Nesta modalidade, a interação é necessariamente mediada por um profissional da saúde, que utilizará o animal diretamente no tratamento do paciente. No início do tratamento, deve ser determinado qual é o melhor animal de acordo com o objetivo a ser alcançado, uma vez que existe uma variedade de animais que podem trazer grandes ganhos para o paciente. Dentre os animais utilizados, os mais comuns são burros e cavalos; cães e gatos, e alguns menos comuns como coelhos e tartarugas.

[heading h=”h2″ align=”left” font=”” font_size=”” subtitle=”” border=”false” css=””]Nossos amigos peludos da Associação[/heading]

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Na Associação São Francisco não poderia ser diferente: faz anos que os animais têm sido grandes aliados no desenvolvimento de nossos assistidos, além de serem bons companheiros que enchem nossos dias de alegria e agitam a casa. Os cães, por exemplo, apenas com o simples estímulo do contato pelo toque, trazem conforto para os assistidos e estão sempre animados para uma boa brincadeira.

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Na Equoterapia, alguns de nossos meninos e meninas também já se beneficiaram muito pelo contato com cavalos, seja pelo simples ato de acariciar, seja pela montaria. Cavalos e burros são animais dóceis que proporcionam variados estímulos sensoriais e auxiliam no desenvolvimento do equilibrio e coordenação motora por meio da montaria.

Pequenos ou grandes, barulhentos ou quietinhos, nossos amigos de quatro patas sempre contribuíram muito com o trabalho que realizamos aqui na Associação e, sem dúvida, sempre contaremos com sua presença para alegrar nossas casas.

O deficiente intelectual no mercado de trabalho

Será que a inclusão já chegou mesmo ao mercado de trabalho?

mercado de trabalho para deficientes

Todos nós somos privilegiados em viver num tempo em que já é possível ver deficientes integrados na comunidade de uma maneira inédita. Temos escolas especiais, prédios adaptados, telefones e computadores acessíveis e um crescente mercado voltado às necessidades especiais. Tudo isso facilita a vida daqueles que necessitam de soluções diferenciadas e as ajuda a viver com mais qualidade. Contudo, se é verdade que nas últimas décadas a sociedade conseguiu superar muitas das barreiras impostas pelo preconceito, também é verdade que ainda temos um longo caminho a percorrer no campo da inclusão.

Em 1983, a Organização Internacional do Trabalho propôs,  por meio da resolução 159, uma convenção a ser adotada e adaptada localmente pelos seus países integrantes. Ela foi ratificada pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo nº 51, de 28 de agosto de 1989, ganhando assim força de lei e importância primordial.

Essas medidas visavam desde aquela época, garantir o direito de acesso à educação, trabalho e consumo a deficientes físicos, sensoriais e intelectuais. A lei propõe que isto seja alcançado por meio de cotas, que variam de país para país, bem como incentivos fiscais. No Brasil, por exemplo, as cotas variam de dois a cinco por cento do quadro de funcionários para empresas com mais de 100 funcionários.

O artigo 93 da lei 8213/91 dispõe do seguinte:

a empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência, na seguinte proporção:

  • até 200 funcionários… 2% –
  • de 201 a 500 funcionários……….. 3% –
  • de 501 a 1000 funcionários……… 4% –
  • de 1001 em diante funcionários… 5%

Problemas que a lei não resolvem

Embora a força da lei garanta o acesso ao trabalho por parte das pessoas com deficiência, existem problemas que muitos setores da sociedade fracassam em resolver. Um deles é a baixa taxa de retenção das pessoas com deficiência em seus postos de trabalho, que acabam por abandoná-los por desmotivação, já que não recebem a capacitação profissional adequada para desempenhar suas funções e, frequentemente, têm suas capacidades subestimadas e subutilizadas.

Outro problema é a predileção dos empregadores por alguns tipos de deficiência, em detrimento de outros. Números do Ministério do Trabalho apontam que 47,5% das contratações de pessoas com deficiência seriam de deficientes físicos. Deficientes auditivos comporiam 32,5% das contratações; reabilitados 8,4%. Os deficientes intelectuais e visuais, por fim, teriam índices de apenas 5,8% e 4,7%.

Um dos motivos para o número tão pequeno de deficientes intelectuais contratados, infelizmente, ainda é o preconceito e a falta de informação a respeito do assunto. Recrutadores mal informados acabam confundindo a deficiência intelectual com a doença mental, e a confundindo com loucura. Esse conceito errado acaba dificultando as contratações.

Outro motivo, igualmente grave, é a falta de preparação de muitas empresas para acolher esse público em seu quadro de funcionários. Se no Brasil existe uma grande carência no que diz respeito à capacitação profissional, isso se torna ainda mais grave quando se trata da capacitação profissional do deficiente intelectual, que necessita de acompanhamento de profissionais capacitados para isso.

Embora ainda existam muitos obstáculos a serem superados, não devemos desanimar. Muitos avanços ainda foram feitos nessa área. Há empresas que aprenderam ao longo dos anos que a inclusão não é apenas uma lei a ser obedecida, mas sim um dever social a ser cumprido por um bem maior. Vamos, por meio do nosso blog, relatar alguns avanços e desafios para a inclusão no mercado de trabalho no Brasil e no mundo. Fique ligado e acompanhe conosco esta série de artigos!