Dia das crianças 2015

Ah, a infância! Essa época saudosa da qual nós apenas guardamos lembranças. É um tempo de pureza, inocência, constante aprendizado e desenvolvimento. Nossa infância é marcada por aprendizados diários, em que passo a passo, conquistamos nosso espaço na vida e descobrimos um pouco mais sobre o mundo.

O dia da criança passou a ser celebrado em vários países desde 1925, quando aconteceu a conferência mundial para o bem-estar da criança, em Genebra. A data varia de país para país: Portugal, Angola e Moçambique, por exemplo, comemoram o dia internacional da criança todo dia 1 de junho. Já a ONU, estabeleceu o dia 20 de novembro como o Dia Mundial  da Criança, com a Declaração Universal dos Direitos da Criança, em 1959. Ler mais

O que é (e o que não é) moradia assistida?

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A moradia assistida, também conhecida como residência inclusiva, é uma unidade que oferece acolhimento institucional. Ela não é uma clínica, nem um local de tratamento, mas uma residência, de fato: um local onde as pessoas moram e buscam fazer dele um lar. São residências adaptadas às necessidades especiais, individuais e coletivas dos atendidos por elas. Além disso, contam também com uma equipe multidisciplinar qualificada para prestar um atendimento personalizado e qualificado.

A moradia assistida é oferecida a adultos e jovens maiores de dezoito anos com deficiência, em situação de dependência, que não disponham de condições de autossustentabilidade ou de retaguarda familiar e/ou que estejam em processo de desinstitucionalização de instituições de longa permanência. Crianças e adolescentes menores de dezoito anos devem ser acolhidos por entidades específicas para eles.

Recomenda-se que a residência atenda até 10 jovens e adultos em situação de dependência. Ela deve estar bem localizada, possivelmente num bairro residencial e, ao mesmo tempo, tendo acesso fácil aos serviços necessários para o bem-estar dos residentes. Ela também deve contar com uma equipe de cuidadores que acompanham os assistidos, estimulando-os para que eles possam adquirir um maior grau de independência na realização de tarefas cotidianas.

O atendimento às pessoas com necessidades especiais tem, na sua história, uma tendência segregacionista, ou seja, buscava-se, antes, isolar o sujeito em situação de dependência e vulnerabilidade em asilos. O atendimento oferecido nos moldes da residência inclusiva propõe justamente o oposto: aproximar e integrar o sujeito à comunidade.

A moradia assistida abandona toda a imagem negativa associada às condições precárias dos asilos de outrora, oferecendo condições dignas de abrigo: instalações apropriadas, bem mantidas e ventiladas, como dito anteriormente, de fato, procura-se oferecer um lar. O assistido divide seu novo lar com um número reduzido de internos, com quem pode manter uma convivência próxima e saudável e ainda tem acesso a todos os serviços necessários para o seu bem estar e desenvolvimento, bem como oportunidades de envolvimento na comunidade local, benefícios propiciados por um dos pré-requisitos da moradia assistida, que é sua boa localização.

Resumidamente, podemos dizer que a moradia assistida investe todos os seus esforços no propósito de oferecer uma moradia digna e humana para aqueles que são uns dos mais vulneráveis em nossa sociedade. Não se trata de uma clínica, pois todo tratamento necessário é realizado externamente. Não se trata de um asilo, onde as pessoas podem ser deixadas e, de algum modo, esquecidas pela comunidade. Trata-se de uma casa; um lar compartilhado por pessoas com necessidades similares, onde moram e são estimulados por uma equipe, multidisciplinar e capacitada, a alcançarem, gradativamente, um maior grau de independência em seu dia-a-dia.