Inclusão social

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A inclusão social de pessoas com deficiências, sejam elas quais forem, é antes de qualquer coisa uma demonstração de respeito pelos direitos humanos. Toda pessoa tem o direito de exercer sua cidadania plenamente, tendo acesso à educação de qualidade, cuidados para com sua saúde e oportunidade de trabalhar pelo seu próprio sustento. O que vale para os ditos “normais”, vale também para aqueles que têm necessidades especiais, seja por dificuldades físicas, sensoriais ou intelectuais.

Houve, ao longo da história, uma forte tendência à discriminação e, pior ainda, segregação de portadores de deficiências da sociedade. A norma ditava a separação, não tanto com a intenção de prover um atendimento diferenciado para essas pessoas, mas simplesmente porque, frequentemente, elas não eram bem-vindas nos meios sociais.

Ao longo do século XX, houve o desabrochar e a intensificação de um movimento pela inclusão social. Infelizmente, porém, nem sempre esses esforços se traduziram numa verdadeira transformação na sociedade. Em linhas gerais, a inclusão do deficiente intelectual no ambiente escolar sempre dependeu de sua própria facilidade em adaptar-se a essa realidade. Aqueles que se adaptavam, permaneciam em turmas regulares. Aqueles com maiores dificuldades acabavam direcionados para turmas especiais dentro de instituições regulares, ou mesmo direcionados para outras instituições 100% especializadas no atendimento deste público. Casos mais severos ainda acabavam até mesmo isolados em suas próprias casas e privados de qualquer interação além da familiar.

Observando-se o panorama atual, pode-se perceber que a questão da inclusão do deficiente intelectual ainda fica, em grande parte, sem respostas. Entretanto, a falta de respostas para esta questão não deve ser causa de desânimo. Está é uma questão que se repete cada vez mais e se torna relevante, mais e mais, com o passar dos anos e a crescente conscientização da população, que deseja uma sociedade mais igualitária e justa.

Desde os meados da década de 1990, o Brasil tem se envolvido cada vez mais com políticas de direitos humanos, que garantem o pleno exercício da cidadania a todos. Os sistemas se ensino, tanto público quanto privado, se esforçam para realizar uma verdadeira inclusão dos alunos em turmas regulares, fungindo da velha alternativa de segregação, mais comumente adotada. Empresas, por sua vez, estão cada vez mais abertas a preencherem seus quadros de vagas com pessoas portadoras de deficiência. Por fim, a própria Família está, pouco a pouco, se conscientizando da importância da inclusão de seus membros deficientes no mercado de trabalho, em vez de contar única e exclusivamente com benefícios do governo.

A inclusão dificilmente terá uma “receita mágica” para acontecer, contudo, o aperfeiçoamento das diversas técnicas conhecidas hoje e a conscientização da população certamente contribuem para que cada uma dessas valiosas pessoas possa desenvolver seu potencial ao máximo, respeitando, é claro, a individualidade de cada um.