Um viva para os aniversariantes de maio!

No mês de maio, dois dos nossos meninos ficaram mais velhos. Um deles é o David, que está conosco desde Novembro de 2012. Ele completou 49 anos de idade no dia 1º de maio. O outro aniversariante completou nada mais, nada menos do que 81 anos de idade! O José comemorou seu aniversário no dia 12 de maio. Ele está conosco desde de abril 2013 e é o mais sênior dos nossos assistidos. Nós queremos deixar nossa singela homenagem aos nossos queridos David e José, que fazem parte da família Associação São Francisco há bons anos. O convívio com cada um de vocês traz mais vida e alegria para nós. Desejamos muita saúde, paz e felicidade para vocês! E que possamos comemorar essas datas juntos por muito e muitos anos pela frente! Esses são os votos da Associação São Francisco!

Maio amarelo: atenção pela vida

Seguindo na esteira dos meses comemorativos, maio é dedicado a uma causa pertinente não somente a nós, que somos ou trabalhamos com pessoas com deficiência intelectual. Maio amarelo é o mês da atenção pela vida, dedicado particularmente à educação no trânsito (daí a cor amarela, representando a atenção). Os acidentes de trânsito matam anualmente mais de 1,25 milhão de pessoas no mundo, sendo que 90% destes óbitos acontecem em países de baixa e média renda, que possuem cerca de 54% dos veículos. Essas ocorrências representam a nona causa das mortes em todo o planeta, mas são a primeira na faixa etária dos 15 aos 29 anos. Até 2030, o trânsito poderá se tornar o sétimo responsável pela interrupção da vida. O Brasil aparece na quinta posição entre os países recordistas de mortes no trânsito, precedido apenas por Índia, China, EUA e Rússia, e sucedido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Quase a metade das vítimas fatais são pedestres, ciclistas e motociclistas, usuários mais vulneráveis. Maio amarelo é um movimento presente em 27 países, que tem como objetivo chamar a atenção para o problema da segurança no trânsito, em diferentes frentes. Seja por ações nas mídias sociais, em outdoors, cartazes, panfletos e ações educativas, as empresas e o poder público são encorajados a se engajar na causa por um trânsito mais seguro. Em 2018, o tema do maio amarelo é Nós Somos o Trânsito, para lembrar que quem faz o trânsito não são os veículos, mas as pessoas. Sendo assim, depende de cada um de nós, individualmente, fazer de nossas vias locais seguros. A iniciativa foi criada em 2014 pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), em apoio à Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020, proclamada em março de 2010 pela ONU. Neste ano, chegamos à quinta edição. Como de costume, a Associação São Francisco procura sempre educar seus assistidos no sentido de promover maior autonomia e integração à comunidade. Por isso, neste mês de maio, desenvolveremos ações educativas com o tema segurança no trânsito. Sabemos que todos, desde o condutor de carretas até o pedestre, devem ser educados para um trânsito mais seguro e a Associação não ficaria de fora desta. Quem quiser saber mais sobre o movimento Maio Amarelo, pode fazer acessando-se o site oficial em www.maioamarelo.com  

Abril azul, mês da conscientização sobre o autismo

Estamos na reta final do mês de abril e, antes que maio chegue, precisamos falar sobre o autismo. O Abril Azul é dedicado à conscientização sobre o autismo, um distúrbio intrigante para a ciência ainda hoje e muito próximo da nossa atuação aqui na Associação São Francisco. Já falamos um tanto sobre ele em algumas postagens no nosso blog e você pode aprender mais sobre o assunto acessando este link, bem como este aqui também. Mas, é claro, nunca é demais falar sobre este distúrbio, uma vez que ele é muito comum e afeta o dia a dia de muitas famílias no Brasil e no mundo.

O autismo

A definição resumida do autismo é: um distúrbio do desenvolvimento humano. Sua característica mais marcante é a dificuldade de integração social do autista. Essa dificuldade ainda pode ser acompanhada por comprometimento em outras áreas, como o cuidado pessoal, higiene pessoal e noções de segurança pessoal. Essa definição resumida, entretanto, não basta para descrever o autismo. O que torna o autismo um distúrbio tão intrigante são alguns fatores, entre eles:
  • O fato de que o autismo é incrivelmente não uniforme, se comparado a outras deficiências e distúrbios. Enquanto uma pessoa com autismo pode apresentar sérios comprometimentos em diferentes áreas, outra pessoa pode ser o que é conhecido como "autista altamente funcional", com sintomas pouco percebidos.
  • Enquanto alguns distúrbios afetam a aparência física de maneira bastante evidente, a pessoa com autismo muito frequentemente conserva uma aparência harmoniosa.
  • Embora não seja o caso absoluto com todas as pessoas com autismo, existem casos em que as habilidades sociais são comprometidas enquanto o autista desenvolve outra habilidade de maneira extraordinária, como a capacidade de fazer cálculos altamente complexos, ou um talento musical fora do comum.
  • Ainda não existe uma conclusão definitiva a respeito das causas do autismo. Não foi encontrado gene, ou trecho de DNA definitivamente associado ao distúrbio. Todavia, existem indícios de predisposição genética.

Sinais de alerta

O autismo não tem cura, mas quando acompanhamento especializado e terapias são usados de maneira eficiente, é possível proporcionar um desenvolvimento global excelente para a pessoa com autismo. Por isso, elencamos alguns sinais de alerta. Caso você perceba sete ou mais dos comportamentos abaixo, consulte um especialista:
  • Às vezes é agressivo e destrutivo;
  • Resiste ao contato físico, como abraços, beijos e carinho;
  • Usa pessoas como ferramentas, como para pegar objetos ou realizar ações corriqueiras;
  • Não demonstra medo em situações de perigo;
  • Age como se não escutasse;
  • Resiste ao aprendizado;
  • Risos e movimentos inapropriados;
  • Não se mistura com outras crianças;
  • Modo e comportamento indiferente ou arredio;
  • Não mantém contato visual;
  • Apego não apropriado a objetos;
  • Resiste a mudanças de rotina;
  • Acentuada hiperatividade física;
  • Gira objetos de maneira peculiar e bizarra.

Aprendendo a lidar com a pessoa com autismo

Finalmente, aprenda a lidar com o diagnóstico de autismo. Em primeiro lugar, lembre-se que nenhum distúrbio, doença ou deficiência deveria definir quem uma pessoa é. O indivíduo com autismo é muito mais do que "apenas um autista" e merece todo amor e atenção que uma pessoa dita "normal" teria. Quem vive com o diagnóstico de autismo normalmente tem sérias dificuldades em situações sociais, portanto, esteja sempre pronto para auxiliar nessas situações. Além disso, conheça quais são os gatilhos de crises para a pessoa em questão. São barulhos altos e abruptos? São luzes ofuscantes piscando? Lugares movimentados? Evite-os, na medida do possível, ou aprenda a transmitir segurança e conforto nessas situações. Lembre-se de que a pessoa com autismo sente e percebe o mundo de maneira diferente de você. Finalmente, uma dica importante: o cuidado com as palavras e a comunicação de uma forma geral. Muitas vezes, a pessoa com autismo não consegue encontrar palavras para se expressar. Ajude em situações desse tipo e tenha paciência. Não tente apressar a comunicação, nem pressionar. Evite usar linguagem figurada, também. Se você disser que "está chovendo canivetes", é provável que  a pessoa com autismo realmente imagine que está saindo lâminas do céu. Quem vive com autismo não consegue entender esse tipo de linguagem. Prefira dizer, em vez disso, que está chovendo muito. Esse é o nosso recado para este Abril Azul. Gostaríamos de deixar um abraço para todas as famílias que vivem o desafio de lidar com o autismo.

Semana Monteiro Lobato 2018

Nos dias 18 e 22 de abril,  nossos assistidos tiveram a oportunidade de participar da semana Monteiro Lobato, no Sítio do Pica-pau Amarelo em Taubaté. Foram dois dias muito gostosos, em que puderam assistir apresentação de coral, orquestra sinfônica, teatro e dança. E logicamente, eles também fizeram um lanche delicioso, como não poderia ser diferente. Infelizmente, por dificuldades com de condução, apenas aqueles com boas condições de locomoção puderam ir ao evento. Seguem as fotos dos passeios. Não deixem de comentar, compartilhar e curtir! (mais…)

Páscoa 2018

Já se passaram alguns dias desde a Páscoa, mas não poderíamos deixar de compartilhar com vocês os momentos que vivemos na comemoração de Páscoa deste ano. Em 2018, repetimos nossa tradição de comemorar esta importante data, com direito a brincadeiras e decoração especial. Nossos assistidos, é claro, ainda puderam saborear um delicioso ovo de Páscoa no final das contas. (mais…)

Março roxo: como ajudar numa crise epilética e mais.

Como ajudar numa crise?

Em uma crise, o melhor que você pode fazer é:

  1. Colocar indivíduo de lado com a cabeça para baixo para que ele possa respirar melhor e não se engasgar;
  2. Providenciar um apoio confortável para posicionar embaixo da cabeça,  evitando que o indivíduo bata a mesma e sofra algum traumatismo;
  3. Afrouxar as roupas do indivíduo;
  4. Retirar objetos perigosos que estejam perto do indivíduo e que possam feri-lo;
  5. Contar o tempo de duração da crise.

IMPORTANTE: Nunca introduza qualquer objeto dentro da boca do indivíduo, nem mesmo sua mão, pois ele pode morder seus dedos ou se engasgar. Não deve se dar de comer ou beber, aí existe o risco de asfixia.

Se a crise durar menos de cinco minutos e o paciente tiver histórico de epilepsia, não é necessário chamar um médico. Caso contrário, leve o paciente para um hospital ou chame uma ambulância.

Mulheres grávidas e diabéticos devem ser levados obrigatoriamente para um hospital.

Epilepsia e deficiência intelectual

Infelizmente, além do estigma próprio da deficiência intelectual, muitos deficientes ainda precisam conviver com as limitações e complicações trazidas pela epilepsia. Temos entre nossos assistidos, pessoas que sofrem do distúrbio e, como em qualquer outra condição de saúde, recebem toda a atenção adequada para prevenir episódios, tratar e minimizar qualquer dano possível. Para tanto, contamos com a atenção médica disponibilizada na comunidade, seja ela da rede pública ou da rede complementar de saúde. Costumeiramente, o tratamento para a epilepsia envolve medicamentos. Nesses casos, tomamos cuidado especial para que nenhuma dose seja perdida, além, é claro, de nos certificarmos de seguir sempre o critério médico na administração de qualquer tratamento farmacológico. Epilepsia é coisa séria. Quem sofre deste mal corre risco maior do que a população geral, em relação a sua própria integridade física. Esse é o caso especialmente quando se trata de manipular instrumentos cortantes, como uma faca durante a refeição, ou em atividades aquáticas. Por isso, estamos sempre atentos a cada caso e prontos para agir numa eventual situação de crise. De modo geral, recomendamos que pessoas que tenham epilepsia estejam sempre acompanhadas, principalmente se suas crises não estiverem bem controladas. Esperamos que este pequeno dossiê sobre a epilepsia tenha esclarecido um pouco mais sobre esse distúrbio que, normalmente, costuma impressionar quem não tem contato rotineiro com ele.

Passeio na Praia, 2018

No começo do mês aconteceu nosso tradicional passeio para o litoral. E que passeio! Ficamos muito bem instalados, desfrutando de muito conforto, sol, brincadeira e descontração. Um alô para nosso amigo motorista, da Pindatur, que foi muito prestativo e carinhoso com os assistidos! Ficamos de 06 a 08 de março na Praia do Sape. Deem só uma olhada em como foram nossos dias por lá! Não deixem de compartilhar, curtir e comentar! [AFG_gallery id='18']

Dia internacional da Síndrome de Down

Hoje, dia 21 de Março, é o dia Internacional dedicado à Síndrome de Down. A Associação São Francisco gostaria de reforçar nosso carinho todo especial por todas as pessoas com Síndrome de Down e suas famílias. Vocês todos são lindos e podem ensinar valiosas lições de vida para todos. Nunca nos cansaremos de afirmar: cada um de vocês mora em nossos corações. Aprendemos todos os dias com vocês e sabemos que somos privilegiados em tê-los conosco. Contamos atualmente com cinco assistidos com Down: o Luiz Alberto, o Nicolau, o Luiz Fernando, o Felipe e a Vanessa. Já escrevemos algumas vezes sobre a síndrome. Falamos de suas causas, prevenções e sobre como lidar com ela, de uma maneira geral. Você pode relembrar essa postagem clicando aqui neste link. Além desse artigo, ainda falamos um pouco sobre a importância de se fazer um acompanhamento médico adequado para garantir o bom desenvolvimento do indivíduo com Down. Não deixe de ver aqui. Um abraço a todos! Nos vemos por aí!

Março roxo: causas e sintomas da epilepsia

Causas

É comum que não seja possível precisar uma causa para as crises. Quando isso acontece, a epilepsia é chamada de  epilepsia idiopática.

A epilepsia pode ser genética ou adquirida, de causa conhecida. Neste caso, chamada de epilepsia secundária ou sintomática. E dentre algumas causas conhecidas para esses tipos de caso, temos:

  • Traumas durante ou após o parto;
  • Excesso de álcool e drogas;
  • Lesões cerebrais, devido a traumatismos na cabeça;
  • Infecções;
  • Doenças neurológicas.

Um caso ainda mais raro é a epilepsia piridoxina-dependente, que envolve convulsões desde os primeiros meses de vida ou, em alguns casos, antes mesmo do nascimento. Sua causa é uma mutação do gene ALDH4A1, conhecido como antiquitina.

A epilepsia também pode ser desencadeada por sons fortes, flashes luminosos e privação de sono. A gravidez também pode causar crises de epilepsia.

Sintomas

Crises parciais

Durante este tipo de crise podem ocorrer:

  • Tremores na face ou outros membros;
  • Distúrbios sensoriais, como alucinações;
  • Mudanças de humor e perda de memória;
  • Mal estar, palpitações, salivação, suor ou rubor;
  • Formigamento na boca e nas mãos.

Crises generalizadas

Sintomas deste tipo de crise costumam ser:

  • Grunhidos;
  • Corpo rígido;
  • Virar os olhos e cabeça;
  • Movimentação dos braços e pernas;
  • Salivação espumosa.
Fiquem ligados para a terceira e última parte da nossa série, em que falaremos sobre como ajudar numa crise e mais: como a epilepsia se relaciona com a deficiência intelectual e como nós lidamos com ela na Associação São Francisco.

Março roxo – Epilepsia, parte I

Estamos no Março Roxo, mês dedicado à conscientização a respeito da epilepsia, uma desordem considerada comum no Brasil, com registro de mais de 150 mil casos por ano.

A Epilepsia é um distúrbio do cérebro, em que as atividades das células nervosas sofrem perturbações. Tais perturbações causam  atividade excessiva e anormal nos neurônios, gerando crises epiléticas. Quando isso ocorre, o cérebro interrompe temporariamente sua função habitual e produz manifestações involuntárias no comportamento, no controle muscular, na consciência e na sensibilidade do indivíduo.

Na epilepsia, há mais de um tipo de crise epilética que se manifestam em crises repetidas. Sendo assim, um episódio isolado não significa que o indivíduo tenha epilepsia de fato, uma vez que diversos fatores podem desencadeá-lo. Entre eles, podemos citar os mais comuns, como:

  • Súbitas mudanças de intensidade luminosa;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Febre alta;
  • Ansiedade;
  • Cansaço;
  • Uso de algumas drogas e medicamentos;
  • Distúrbios metabólicos;
  • Traumatismo craniano;
  • Algumas doenças como meningite, AVC e neurocisticercose.
A epilepsia é mais comum do que se imagina, afetando entre 1 e 2 pessoas a cada 100. Estima-se que cerca de 50% dos afetados sejam crianças, boa parte das quais deixa de ter crises com o amadurecimento do sistema nervoso central quando crescem. No caso de crianças e adolescentes, o diagnóstico precoce também favorece a maior eficácia nos tratamentos propostos.

Os tipos de crise

Basicamente, existem dois principais tipos de crise: a geral e a parcial. Uma terceira variante ainda foi acrescentada à literatura, que seria quando uma crise parcial se desdobra numa crise geral.

Crises gerais

Crises epiléticas gerais englobam todo o cérebro. Elas podem ser crises de ausência, caracterizadas por um estado de "ausência de consciência" do indivíduo. Nelas, a pessoa apresenta um olhar vazio,  para o nada, e fica alheia a tudo aquilo que a rodeia, sem apresentar contrações violentas da musculatura. Nas convulsões, como são conhecidas as crises tônico-clônicas, o indivíduo perde a consciência e pode chegar a sofrer quedas, ficando com o corpo rígido, além de apresentar contrações musculares em todo o corpo, morder a língua, salivar intensamente, respirar ofegante. Eventualmente, o indivíduo que sofre uma crise desse tipo pode vir a urinar ou evacuar involuntariamente.

Crises parciais

São aquelas em que o distúrbio se limita a uma área do cérebro. Elas são classificadas como simples ou complexas. Em episódios de crise parcial simples, não se altera a consciência do indivíduo. Elas, porém, consistem na convulsão de um membro ou formigações no mesmo, bem como de movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Já nos episódios de crise parcial complexa, o indivíduo perde consciência, ficando confuso ou fazendo gestos automáticos, como mastigação ou continuar o que estava fazendo.

Crise Parcial com Generalização Secundária

Há casos em que o distúrbio se inicia em uma parte do cérebro e, posteriormente, atinge seu todo. A esta crise dá-se a classificação de parcial com generalização secundária.

Na parte II da série sobre epilepsia, vamos falar um pouco sobre as causas e sintomas deste distúrbios. Fiquem ligados!