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Setembro verde: o mês da inclusão da pessoa com deficiência

O ano de 2018 avança e já estamos em setembro, meus amigos e amigas! Como passa rápido! E setembro é um mês muito especial para nós, porque é oficialmente o mês dedicado à luta da pessoa com deficiência. Por isso, temos muito que comemorar e também muito sobre o que refletir. Temos que comemorar porque nos tempos atuais, como nunca antes, estamos cada vez mais atentos como sociedade, às necessidades particulares daqueles que até há poucos anos eram esquecidos e negligenciados. Quando a inclusão acontece, a comunidade funciona melhor e mais gente tem oportunidades iguais.

E por oportunidades, falamos desde as mais mundanas até as mais nobres. Felizmente vemos mais e mais empresas e órgãos públicos facilitando o acesso às suas instalações, para que aqueles com limitações de locomoção. Temos mais vagas de estacionamento nas ruas e nos comércios. Saúde, habitação, segurança e educação são direitos garantidos por lei. Existem cotas que garantem empregabilidade para quem não teria oportunidade antes da legislação vigente. Finalmente, reconhecemos também o direito a afetividade e a constituição de família às pessoas com deficiência. Enfim, as conquistas são várias e importantes em diferentes frentes.

Neste mês de setembro, diferentes instituições estão celebrando a causa. Entre eles, a própria Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, que terá sua fachada iluminada na cor verde durante todo o mês em reconhecimento à importância desse período.

Entretanto, se por um lado existe muito o que comemorar, também é verdade que precisamos convidar para um momento de reflexão porque ainda temos um longo caminho a percorrer. O convívio com a deficiência, seja ela qual for, é ainda muito limitado. Existem, no nosso convívio, aqueles que ainda tiveram pouco contato com pessoas com deficiência e por isso não estão familiarizadas com realidades diferentes daquilo que vivem. São pessoas que, sem terem culpa disso, não conseguem ver a barreira que uma grande escadaria cria para um cadeirante. É gente que não faz ideia do valor que LIBRAS agrega para o seu próprio comércio, na hora de atender um cliente surdo. Temos uma multidão que ainda não sabe qual a maneira gentil e eficiente de se guiar cegos. E, finalmente, é triste, mas ainda existem aqueles que em sua ignorância, olham com medo e reprovação para deficientes intelectuais.

Nós, que somos agraciados com a oportunidade rara de amar e cuidar de nossos queridos meninos e meninas que são “diferentes” mas ao mesmo tempo tão parecidos conosco, temos o dever de proporcionar o diálogo que falta para que a inclusão aconteça sempre mais. Isso pode ser feito naquele restaurante que você frequenta e que ainda não tem banheiro acessível, ou até mesmo naquele papo descontraído com amigos que não conhecem pessoas com deficiência: fale mais a respeito. Conte como é. Desmistifique. Nós também somos agentes de transformação!

Um feliz setembro verde para todos!

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