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Agosto dourado: o mês da amamentação

No nosso calendário da conscientização, o mês de agosto é dedicado a uma causa mais do que nobre: o aleitamento materno. Por mais que se fale, escreva e divulgue, este é um assunto que sempre merece atenção e encorajamento.

O leite materno nutre, protege e conecta mãe e filhos. Ele é gratuito, está sempre pronto para quando o bebê precisa, funciona como “vacina” natural e, acima de tudo, é uma capacidade inata de todos nós, mamíferos. Diante de tudo isso, não restam desculpas para não amamentar, certo mamães? É claro que existem situações excepcionais, mas em linhas gerais, a amamentação é sempre recomendada.

Houve tempo em que as organizações nacionais e internacionais de saúde recomendavam o aleitamento materno até 1 ano de idade. Atualmente, a OMS recomenda fortemente que ele seja mantido até os 2 anos de idade, sendo que os primeiros 6 meses são exclusivamente de ingestão de leite materno para os bebês. Isso mesmo: nem mesmo a água é recomendada; apenas leite materno. Ele hidrata e nutre ao mesmo tempo.

Para quem nunca foi mãe, é claro que existem expectativas que são frustradas. Além disso, existem alguns mitos que a população ainda insiste em propagar (titias e vovós que nos perdoem, mas principalmente a população mais experiente faz isso). Por isso, aqui fica alguns alertas a esse respeito:

1- As agências de saúde e órgãos de governo são mestres em fazer fotos lindas, com bebezinhos fofos olhando apaixonados nos olhos da mãe que amamenta tranquilamente, aconchegada numa poltrona macia e espaçosa. Bom, isso acontece… às vezes. Mas o que realmente acontece nos começo é dor, sudorese, calos, rachaduras e lágrimas. Mas não mamãe, não se desespere. Passados os primeiros dias, tanto o bebê quando o organismo da mãe aprendem o que é mamar e dar de mamar.

2- Não existe leite fraco, nem existe pouco leite. É lógico que nessa fase, o acompanhamento médico é fundamental, mas o bebê recém-nascido mama em pouca quantidade, várias vezes ao dia (haja sono atrasado). Assim que a mãe dá a luz, sua primeira produção pé o colostro, que é um leite de coloração mais amarelada. Ele funciona como uma primeira “vacina” para o bebê, além de hidratar e nutrir muito bem. Esqueça o leite de caixinha que você compra no supermercado. Aquele lá vem com aditivos e foi produzido para vaquinha para o bezerrinho dela, não para nós. O leite materno humano é completamente diferente.

3- No geral, as mamães não precisam mudar radicalmente a dieta delas. É claro, álcool e tabaco estão fora de questão. É bom evitar processados e fast food. Mas é prudente ficar alerta para sinais de alergia por parte da criança. Aí sim, adaptações podem ser necessárias, mas tudo com orientação de médicos e profissionais de saúde capacitados.

4- Não precisa complementar. Leite materno é suficiente. Talvez seja necessário ensinar a criança a abocanhar o bico do seio corretamente, mas a regra é: mamou agora, passou um tempo e ficou com fome? Então dá-lhe mamada de novo! Leite de ser humano é para seres humanos; o de vaca é para bezerros. 😉

5- Existe um ritmo adequado de ganho de peso para a criança. Observe isso. Se você acha que seu bebê recém-nascido parou de ganhar peso, ou pior, emagreceu, então vá ao seu pediatra. Existem ainda excelentes serviços de banco de leite materno, que dão verdadeiros cursos para papais e mamães gestantes; experientes ou de primeira viagem. Procure por esse serviço no seu município.

Aleitamento materno é saúde. É natural, muito prazeroso e compensador em várias frentes: prático, rápido e gratuito. Se você é uma mãe iniciante na grande aventura da maternidade, não desista jamais da habilidade de ser você a principal fonte de nutrição do seu bebê!

Este pequeno texto não substitui o aconselhamento de um especialista. Em caso de dúvidas, sempre procure ajuda especializada!

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