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Abril azul, mês da conscientização sobre o autismo

Estamos na reta final do mês de abril e, antes que maio chegue, precisamos falar sobre o autismo. O Abril Azul é dedicado à conscientização sobre o autismo, um distúrbio intrigante para a ciência ainda hoje e muito próximo da nossa atuação aqui na Associação São Francisco.

Já falamos um tanto sobre ele em algumas postagens no nosso blog e você pode aprender mais sobre o assunto acessando este link, bem como este aqui também. Mas, é claro, nunca é demais falar sobre este distúrbio, uma vez que ele é muito comum e afeta o dia a dia de muitas famílias no Brasil e no mundo.

O autismo

A definição resumida do autismo é: um distúrbio do desenvolvimento humano. Sua característica mais marcante é a dificuldade de integração social do autista. Essa dificuldade ainda pode ser acompanhada por comprometimento em outras áreas, como o cuidado pessoal, higiene pessoal e noções de segurança pessoal. Essa definição resumida, entretanto, não basta para descrever o autismo.

O que torna o autismo um distúrbio tão intrigante são alguns fatores, entre eles:

  • O fato de que o autismo é incrivelmente não uniforme, se comparado a outras deficiências e distúrbios. Enquanto uma pessoa com autismo pode apresentar sérios comprometimentos em diferentes áreas, outra pessoa pode ser o que é conhecido como “autista altamente funcional”, com sintomas pouco percebidos.
  • Enquanto alguns distúrbios afetam a aparência física de maneira bastante evidente, a pessoa com autismo muito frequentemente conserva uma aparência harmoniosa.
  • Embora não seja o caso absoluto com todas as pessoas com autismo, existem casos em que as habilidades sociais são comprometidas enquanto o autista desenvolve outra habilidade de maneira extraordinária, como a capacidade de fazer cálculos altamente complexos, ou um talento musical fora do comum.
  • Ainda não existe uma conclusão definitiva a respeito das causas do autismo. Não foi encontrado gene, ou trecho de DNA definitivamente associado ao distúrbio. Todavia, existem indícios de predisposição genética.

Sinais de alerta

O autismo não tem cura, mas quando acompanhamento especializado e terapias são usados de maneira eficiente, é possível proporcionar um desenvolvimento global excelente para a pessoa com autismo. Por isso, elencamos alguns sinais de alerta. Caso você perceba sete ou mais dos comportamentos abaixo, consulte um especialista:

  • Às vezes é agressivo e destrutivo;
  • Resiste ao contato físico, como abraços, beijos e carinho;
  • Usa pessoas como ferramentas, como para pegar objetos ou realizar ações corriqueiras;
  • Não demonstra medo em situações de perigo;
  • Age como se não escutasse;
  • Resiste ao aprendizado;
  • Risos e movimentos inapropriados;
  • Não se mistura com outras crianças;
  • Modo e comportamento indiferente ou arredio;
  • Não mantém contato visual;
  • Apego não apropriado a objetos;
  • Resiste a mudanças de rotina;
  • Acentuada hiperatividade física;
  • Gira objetos de maneira peculiar e bizarra.

Aprendendo a lidar com a pessoa com autismo

Finalmente, aprenda a lidar com o diagnóstico de autismo. Em primeiro lugar, lembre-se que nenhum distúrbio, doença ou deficiência deveria definir quem uma pessoa é. O indivíduo com autismo é muito mais do que “apenas um autista” e merece todo amor e atenção que uma pessoa dita “normal” teria. Quem vive com o diagnóstico de autismo normalmente tem sérias dificuldades em situações sociais, portanto, esteja sempre pronto para auxiliar nessas situações.

Além disso, conheça quais são os gatilhos de crises para a pessoa em questão. São barulhos altos e abruptos? São luzes ofuscantes piscando? Lugares movimentados? Evite-os, na medida do possível, ou aprenda a transmitir segurança e conforto nessas situações. Lembre-se de que a pessoa com autismo sente e percebe o mundo de maneira diferente de você.

Finalmente, uma dica importante: o cuidado com as palavras e a comunicação de uma forma geral. Muitas vezes, a pessoa com autismo não consegue encontrar palavras para se expressar. Ajude em situações desse tipo e tenha paciência. Não tente apressar a comunicação, nem pressionar. Evite usar linguagem figurada, também. Se você disser que “está chovendo canivetes”, é provável que  a pessoa com autismo realmente imagine que está saindo lâminas do céu. Quem vive com autismo não consegue entender esse tipo de linguagem. Prefira dizer, em vez disso, que está chovendo muito.

Esse é o nosso recado para este Abril Azul. Gostaríamos de deixar um abraço para todas as famílias que vivem o desafio de lidar com o autismo.

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