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Janeiro Branco, o mês da saúde mental

Janeiro branco: mês da saúde mental

Janeiro vai dando espaço para Fevereiro, que vem chegando rapidinho, e ainda precisamos falar sobre um assunto que merece toda nossa atenção e carinho: a saúde mental. Particularmente a saúde mental na deficiência intelectual.

Antes de qualquer coisa, precisamos esclarecer que, apesar de essas duas áreas terem origem comum na sua história, elas são distintas. Era comum que se usasse o termo “deficiente mental” para se referir a pessoas com deficiência intelectual, até que a ONU decidiu abandonar esta terminologia em 2004. Entre os motivos para essa decisão, está a forma preconceituosa como a população frequentemente usava o termo “deficiente mental” e o fato de que era necessário distinguir doença mental de deficiência intelectual, para que se evitasse qualquer confusão.

Revisão básica: deficiência intelectual

Nunca é demais relembrar. A pessoa com deficiência intelectual caracteriza-se por ter um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações consideráveis em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais/interpessoais, uso de recursos comunitários, autossuficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança.

Transtorno mental

A doença mental é, na verdade, um transtorno psiquiátrico que engloba uma série de alterações que modificam o humor e o comportamento da pessoa, podendo afetar seu desempenho em diferentes áreas de sua vida, entre eles o trabalho, o aprendizado e o convívio familiar. Tal distúrbio deve ser tratado com psiquiatras e o uso controlado de medicamentos. O transtorno mental, apesar de comprometer o bom funcionamento do indivíduo, não está normalmente associado ao baixo desempenho intelectual. Neste caso, nos referimos desde a transtornos com os quais temos contato mais cotidianamente, como ansiedade e depressão, quanto a transtornos mais raros como a esquizofrenia.

Saúde mental e deficiência intelectual

Segundo pesquisas na Europa, em mais de 30% das pessoas com deficiência intelectual ocorre comorbidade com perturbações de saúde mental ou problemas severos de comportamento (Salvador-Carulla, L. et al, 2009). Sendo assim, é fundamental que seja promovida uma abordagem multidisciplinar quando se procura um diagnóstico bem feito em casos de transtorno mental em deficientes intelectuais. Além disso, as instituições públicas e privadas precisam se comprometer a garantir o acesso a serviços de saúde mental de qualidade para pessoas com deficiência intelectual, uma vez que este é um direito fundamental de todo cidadão.

Infelizmente, até poucas décadas atrás, tanto pessoas com transtorno mental quanto pessoas com deficiência intelectual eram estigmatizadas pela ignorância da população. Incontáveis maneiras pejorativas de se referir a eles foram inventadas, fora as amargas injustiças que lhes foram impostas. No geral, sempre havia maior pressa em julgar do que de compreender melhor a situação desses sujeitos. Entretanto, com o crescente acesso à informação, o cenário vem se alterando de maneira muito positiva tanto para um caso quanto para o outro.

O saúde mental é tão importante quanto qualquer outro cuidado básico. Da mesma forma que alguém com uma fratura corre ao ortopedista, um paciente que padece de transtornos mentais (seja ele qual for), deve ter direito ao atendimento por profissionais apropriados para vir ao seu socorro. Isso é vale especialmente para pessoas com deficiência intelectual, que frequentemente são negligenciadas por não serem compreendidas completamente.

Aqui na Associação São Francisco, estamos atentos a todos os aspectos do desenvolvimento e bem-estar dos nossos assistidos. Entre esses diferentes aspectos, está a saúde mental. Temos acompanhamento constante de Psicóloga e, quando necessário, podemos contar com a assistência psiquiátrica da rede de saúde. Assim, nos mantemos sempre vigilantes para que os nossos meninos e meninas possam ter qualidade de vida.

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