Rua David Maria Monteiro Gomes, 125 | LIGUE: (12) 3672-3149

Filhos com deficiência intelectual: como ajudar no desenvolvimento?

Quem tem filhos sabe como é. O tempo todo temos que fazer escolhas a respeito da educação deles. É a escola regular, suas atividades físicas, o meio social que escolhemos incentivar para convívio, sua dieta. Cada detalhe importa e damos o melhor de nós mesmos para que eles cresçam fortes, felizes e saudáveis. E se essas escolhas e pequenos detalhes a respeito da vida de filhos sem deficiência já bastam para esquentar a cabeça, quanto mais isso acontece quando se tratam de filhos com deficiência.

É muito comum nos encontrarmos com pais e cuidadores de primeira viagem, que ficam ansiosos pela falta de experiência. Às vezes são pais e responsáveis que se preocupam com tudo: a fala, a locomoção, o desenvolvimento intelectual, a socialização. “Será que ele vai se comunicar melhor no futuro? Será que ele vai conseguir se equilibrar e locomover melhor com a fisio nova? Será que um dia ele vai conseguir interagir melhor com os outros ao redor?” Enfim, anseios que não dão folga mesmo.

Mas calma! Essa preocupação é normal e, até certo ponto, saudável: é sinal de amor e comprometimento em fazer o melhor que podemos pelos nossos filhos. Ainda assim, mesmo depois de anos de um diagnóstico de deficiência intelectual, a pergunta ainda paira no ar: “Como eu posso ajudar meu filho a (andar/falar/comer/raciocinar/ir ao mercadinho) melhor?”

Por isso, juntamos algumas ideias simples de como você pode ajudar no desenvolvimento do seu filho com deficiência intelectual e promover uma melhor qualidade para ele e toda a família.

Entenda este ponto sobre deficiência intelectual

O deficiente intelectual é um ser humano completo, com capacidades e limitações. Como você, ele é único e sente tudo o que você sente. Em muitos casos, a pessoa com deficiência intelectual consegue aprender muito bem as habilidades de que precisa para cuidar de si mesma de um modo geral. O aprendizado pode até ser mais lento, mas ele acontece e vale muito a pena.

Promova autonomia

Assim como com crianças sem deficiência, o segredo de uma boa educação é a promoção da autonomia para o indivíduo. Jane Nelsen, autora do método de disciplina positiva nos Estados Unidos, defende que fazer por alguém algo que aquela pessoa é capaz de fazer, seria uma falta de respeito. Isso porque estaríamos roubando dela uma oportunidade de ouro de crescer.

Seu filho escova os dentes com dificuldade? Então dedique tempo e repita, quantas vezes julgar necessário, o processo para que ele possa aprender. Ele está com dor de garganta e precisa ir ao médico? Que tal treiná-lo a falar aquilo que ele sente para o seu médico. O segredo é persistir com respeito e paciência. Procure aplicar esse princípio a tantas coisas do dia a dia quanto possíveis. Caso ele consiga, permita que ele:

  • Sirva sua própria comida no prato,
  • Faça pequenas compras em algum estabelecimento,
  • Cuide de sua própria higiene pessoal,
  • Dê alguma responsabilidade compatível com seu atual estágio de desenvolvimento, como por exemplo levar o cachorro para dar uma volta no quarteirão.

Procure pessoas e grupos de apoio

Por grupos de apoio queremos dizer não apenas pessoas que se encontram de maneira formal, num espaço organizado, dedicado à socialização de famílias que cuidam de crianças e pessoas com deficiência. Grupos de apoio também podem ser boas amizades com famílias que já estão cuidando de filhos deficientes há mais tempo; profissionais que tenham prazer em se dedicar à assistência de seus pacientes e suas famílias; e pessoas de boa vontade da sua comunidade. Todo apoio social, afetivo e até mesmo financeiro é valioso. Não se constranja por procurar uma mão amiga.

Encontre uma boa rede de profissionais

Dependendo de cada caso, o deficiente intelectual pode necessitar de uma verdadeira equipe multidisciplinar para atender a todas as suas necessidades de desenvolvimento. Escolas especiais, terapia com fonoaudiologia, psicoterapia, terapia ocupacional, fisioterapia, acompanhamento com neurologista e/ou psiquiatra, entre outros. Normalmente bons profissionais podem indicar bons colegas de outras especialidades. Faça contato!

Se existir qualquer dificuldade financeira na obtenção de um bom acompanhamento médico e terapêutico, não hesite em buscar ajuda em serviços de assistência social. Muitos municípios brasileiros contam com uma excelente rede de profissionais que atendem em convênio com o SUS e/ou prefeitura. Procure se informar.

E quando já não consigo dar conta do meu familiar com deficiência?

Calma, calma! Não se culpe! Às vezes a idade pesa demais para os pais, não existem irmãos disponíveis, ou uma série de outros impedimentos acabam dificultando o bom cuidado com o deficiente intelectual. Embora não seja a melhor solução para TODOS os casos, a possibilidade de se recorrer à moradia assistida pode ser excelente! Nós, daqui da Associação São Francisco, somos especializados nesta modalidade de atendimento.

A pessoa com deficiência intelectual passa a residir num novo lar. É uma casa com número limitado de habitantes onde podem se envolver em atividades educativas que proporcionem justamente a maior autonomia possível para eles. Uma equipe multidisciplinar faz o acompanhamento de perto, em tempo integral. Fora do lar acontecem todo tipo de terapia e tratamento médico que se faça necessário, já que a moradia assistida é, de fato, um lar e não uma clínica. Você pode saber mais lendo aqui em nosso site, ou entrando em contato conosco, na seção fale conosco.

 

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *