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Não dê ouvidos ao preconceito: aprendendo a falar com deficientes intelectuais.

Uma pesquisa recente, feita no Reino Unido, revelou que pessoas com deficiência intelectual têm duas vezes mais chances de ir a óbito antes de completar 50 anos de idade, se comparadas com o restante da população. Por volta da época das paraolimpíadas, outro dado preocupante foi divulgado de dentro dos Estados Unidos: cerca de 56 porcento dos estudantes de medicina acreditavam que um profissional recém formado, sem especialização ou treinamento específico, não seria capaz de prestar um bom atendimento a deficientes intelectuais.

Essas são realidades frutos do preconceito e da ignorância. Preconceito e ignorância são duas barreiras que causam prejuízos incalculáveis à sociedade e à vida das pessoas. Nas semanas passadas, falamos aqui no nosso blog sobre como a legislação brasileira avançou no sentido de garantir os direitos fundamentais para os deficientes. Entretanto, é preciso mais do que apenas a força da lei para que pessoas com deficiência intelectual possam usufruir de uma boa qualidade de vida. São os pequenos detalhes do dia a dia que fazem a diferença e um deles é a forma como nós os tratamos e nos dirigimos a eles.

Mesmo sem saber, é comum que pessoas que tem pouco ou nenhum contato com deficientes intelectuais, criem uma barreira na sua interação com eles. Por ignorância pode-se cair em alguns desses problemas de comunicação:

  • Esquecer-se de que eles são pessoas únicas e tratá-los como se fossem todos iguais entre si.
  • Tratar deficientes intelectuais adultos como se eles fossem crianças grandes.
  • Evitar falar diretamente com eles, para se dirigir apenas a seu acompanhante, ou responsável.
  • Não ser aberto e respeitoso na interação com eles.
  • Imitar sua maneira de falar, acreditando que isso possa ajudar na compreensão deles.

A comunicação com deficientes intelectuais

Se você não está acostumado ao contato cotidiano com pessoas com deficiência intelectual, saiba que no final das contas, o segredo é usar o bom senso. Basta se perguntar como você interage com as pessoas ao seu redor. Com certeza você fala respeitosamente com todos, deixa as pessoas saberem que você notou a presença delas, lhes dá ouvido, é gentil e usa linguajar apropriado. Se você seguir essas simples regras de interação social, estará a caminho do sucesso!

Seja respeitoso

Esse é um quesito tão óbvio que nem precisava estar nesta lista, certo? Errado! Precisamos repetir isto incansavelmente: respeito, em primeiro lugar. Nada de piadas ou apelidos. Todos gostam de ser levados a sério quando querem e isso não é diferente com deficientes.

Fale diretamente com eles

Nunca os trate como se eles não estivessem lá, falando com seu acompanhante, em vez de se dirigir a eles. Pessoas com deficiência intelectual conseguem se comunicar e vão te entender.

Não tente imitar seu jeito de falar

É comum que a pessoa com deficiência intelectual tenha um jeito muito próprio de falar, chegando até mesmo a pronunciar alguns sons de forma errada. Seja lá como for, não tente imitar o jeito de ela falar. Isso pode soar ofensivo para ela, como uma forma de deboche. Ela será capaz de entender o que você diz, do seu jeito.

Não os infantilize

Deficientes crianças são crianças. Os que cresceram, são adultos. Não os trate de forma infantilizada porque, obviamente, é muito inadequado e pode ser ofensivo para eles.

Não precisa gritar

Esta é, sem dúvida, uma das gafes mais comuns. Quem não está acostumado ao contato com eles, acaba achando que é preciso gritar quando falam com eles. Não faça isso! Na maior parte dos casos, a audição deles é perfeita, então eles serão perfeitamente capazes de te ouvir.

Seja aberto e receptivo

Por último, mas não menos importante, esteja sempre aberto a eles. Seja carinhoso. Dê-lhes a atenção que eles pedem. Eles merecem, com certeza. Quando eles falarem, escute. Evite ter uma postura fechada, como cruzar os braços enquanto eles falam, olhar para outra direção e interrompê-los o tempo todo. Todos nós gostamos de nos sentir importante e nossos irmãos com deficiência intelectual não são diferentes. Escutar com amor transforma qualquer relação!

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