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Deficiência intelectual na terceira idade

A população está envelhecendo, e podemos perceber isto com apenas um pouco de observação: casais que escolhem ter menos filhos – ou até não ter filhos – e os cuidados com a saúde e a qualidade de vida que estendem nossa expectativa para cada vez mais adiante. Aqui mesmo, no Brasil, ultrapassar a barreira dos 80 anos já não é tão raro como antigamente e, se isso é verdade para a população geral, também é verdade para um grupo muitas vezes esquecido: os deficientes intelectuais.

Segundo a Professora Mary McCarron, primeira pesquisadora sobre envelhecimento com deficiências da Universidade de Dublin, até por volta da década de 1930, a expectativa de vida dos portadores de deficiência intelectual era de aproximadamente 19 anos. Em alguns casos, como Down, por exemplo, a expectativa chegava a 9 anos de idade. E embora, de um modo geral, estejamos nos habituando com o aumento da nossa expectativa de vida, os avanços nos cuidados com o deficiente intelectual são novidades das últimas décadas.

Existem diferentes fatores que influenciam na expectativa de vida de um determinado grupo de pessoas. É preciso levar em conta suas singularidades, suas limitações e também suas capacidades. Todas as complicações que são inerentes ao processo de envelhecimento se aplicam também aos deficientes. Podemos citar, por exemplo, obesidade, perda de massa muscular, alterações psiquiátricas e comportamentais, osteoporose, distúrbios da tireoide, doenças do coração não isquêmicas, alterações sensoriais (perdas auditivas e visuais), epilepsia, doenças da pele, alterações dentais, doenças gastrointestinais e necessidades do uso de medicamentos pelo restante da vida.

Os cuidados básicos para um envelhecimento de qualidade que se aplicam à população geral também se aplicam aos deficientes intelectuais. A melhor abordagem é sempre preventiva, buscando sempre proporcionar tanto estímulo e atividade quanto possível, bem como o cuidado integral com a pessoa, visando desenvolver suas habilidades de comunicação e aprendizado, usando todo o seu potencial para que se atinja a maior autonomia possível.

Aqui na Associação São Francisco, nós temos provas vivas que contrariam esse mito popular de que o deficiente vive menos. São quatro assistidos que ultrapassaram a barreira da terceira idade e ainda esbanjam energia e vitalidade. São eles os nossos queridos José Eduardo, Aparecida, Deili e Vânia; que podem viver bem está bonita fase da vida, graças aos cuidados de nossos dedicados profissionais que garantem estímulos, boa nutrição, recreação e acima de tudo, um lar aconchegante.

aparecida

Aparecida

deili

Deili

jose-eduardo

José Eduardo

vania

Vânia

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