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O autismo

O autismo

O autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que vem sendo estudado pela ciência há quase sete décadas, mas sobre o qual ainda permanecem muitas perguntas sem respostas. Pesquisadores de diferentes especialidades se dedicam incansavelmente a sua melhor compreensão, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido até um consenso sobre o ele, particularmente no que diz respeito a sua causa.

O autismo intriga e angustia as famílias acometidas por ele, pois quem recebe o diagnóstico geralmente tem uma aparência harmoniosa e ao mesmo tempo um perfil irregular de desenvolvimento. Apresentam bom desempenho em algumas áreas, enquanto outras permanecem bastante comprometidas. Um sentimento comum entre os pais de autistas, no princípio, é a de que “existe algo de errado” com seu filho, mas frequentemente não conseguem sequer expressar o que.

Uma das características do autismo que o coloca a parte de outras deficiências é a sua irregularidade. Enquanto outras deficiências comprometem a pessoa de maneira mais uniforme, como um todo, a pessoa diagnosticada com autismo normalmente se sai bem em algumas áreas de desenvolvimento, chegando até a demonstrar maestria em cálculos, música e capacidade de memorização muito acima do comum. Por outro lado, pode ter dificuldades muito acentuadas em áreas básicas do seu desenvolvimento, particularmente na sua capacidade de interação social.

 

Causas e prevenção

Infelizmente ainda não existe nada de conclusivo a respeito das causas do autismo. Pesquisadores observaram que existe um padrão de ocorrência de autismo em famílias, que sugeriria uma base genética para sua causa. Entretanto, pesquisas ainda estão sendo realizadas para verificar se existe algum gene, ou trecho específico do código genético, responsável pela ocorrência do autismo.

Apesar de ainda não termos uma conclusão a respeito de suas causas, algumas orientações podem ajudar a minimizar os riscos de sua ocorrência. Dentre as orientações mais comuns, podemos destacar:

  • Realizar um bom acompanhamento pré-natal.

  • Planejar suas gestações para uma idade mais segura, visto que quanto mais avançada a idade da gestante, maiores são os riscos de complicações na gestação.

  • Imunizar-se contra Rubéola antes da gravidez, para se evitar autismo associado a Rubéola.

  • Abster-se de álcool ao longo de toda a gestação.

  • Jamais tomar medicamentos sem a orientação de um profissional de saúde capacitado e tomar cuidado particularmente com medicamentos antiepilépticos.

  • Tomar os cuidados básicos com a saúde e bem-estar geral, adotando um estilo de vida saudável com a prática regular de exercícios e uma boa dieta.

 

Diagnóstico e sintomas

O diagnóstico de autismo normalmente é feito por meio da observação dos seus sintomas e do comportamento do paciente. Em geral, esse diagnóstico é obtido antes dos dois anos de idade, com as percepções da família e pelo acompanhamento do médico pediátra em consultas de rotina que, conforme o caso, pode encaminhar o paciente a outros especialistas. Este processo raramente envolve exames de imagem ou laboratoriais.

Para resumir os sintomas que servem como um sinal de alerta a pais e educadores, compartilhamos logo mais um quadro resumindo os mais comuns.

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Tratamento

Infelizmente não existe cura para o autismo. Por outro lado, o acompanhamento realizado por profissionais competentes e a educação de toda a família pode ajudar a minimizar os sintomas e promover uma rotina mais harmoniosa para todo o lar.

Uma vez que o autismo é um distúrbio tão irregular que faz com que cada criança e adulto autista seja único, o tratamento para sua condição pode variar bastante. Existem casos mais severos e casos mais leves, bem como existem pacientes com um conjunto de sintomas que variam entre si. As opções de tratamento podem incluir medicamentos, terapias comportamentais, turmas especiais em escolas regulares ou mesmo escolas especiais.

É comum que o paciente autista também seja acometido de episódios de convulsão e, em alguns casos, problemas gástricos. O tratamento desses sintomas também é fundamental para que ele viva uma vida com maior potencial e qualidade.

 

Crianças e adultos que deixam de ser autistas

Existem casos raros em que o diagnóstico de autismo deixaria de ser válido para alguns indivíduos, que após um longo tratamento e acompanhamento não apresentam mais sintomas suficientes para categoriza-lo como autista. Tais casos, assim como a própria causa para o distúrbio, carecem de um parecer conclusivo por parte da ciência.

Uma das possibilidades por exemplo, seria um diagnóstico equivocado para uma criança que teria apenas um déficit de atenção severo. Outra possibilidade, dentre as diversas possíveis, seria o caso de um conjunto de tratamentos muito bem sucedidos produzir um resultado ótimo, talvez até mesmo acima da expectativa, e possibilitar que o paciente desempenhe suas atividades em sociedade de maneira muito próxima ao esperado de uma pessoa fora dos espectro de autismo.

 

A Associação São Francisco e o Autismo

Atualmente não temos residentes que se enquadram no diagnóstico de autismo. Nossa equipe multidisciplinar, porém, está pronta para atender portadores do autismo e oferecer assistência às famílias que lidam com essa realidade em seu dia a dia. Se você ainda não conhece nosso trabalho, não deixe de dar uma espiada nas outras seções do nosso website e curtir nossa página do Facebook. Ligue para nós, agende uma visita. Ficaremos felizes em poder ajudar.

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