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Entenda a diferença entre doença mental e deficiência mental

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Doença mental; deficiência mental. Termos tão parecidos, mas situações tão diferentes. Infelizmente, para muitos leigos que observam de longe, os dois parecem apenas nomes diferentes para a mesma coisa, mas é importantíssimo entender a diferença entre um e outro, para que muitos mal-entendidos sejam evitados. Para começar a nossa diferenciação, pode-se dizer que este é o típico caso de “nem todo aquele que sofre de uma doença mental é, também, um deficiente mental e vice-versa.”

O que é uma deficiência mental?

Ao contrário do que muitos pensam, a deficiência mental não é caracterizada apenas por um QI baixo. A deficiência mental é caracterizada, sim, por um funcionamento intelectual significativamente abaixo da média, mas que também é acompanhado de limitações significativas em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais/interpessoais, uso de recursos comunitários, auto-suficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança. O início deve ocorrer antes dos 18 anos. fonte: DSM IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais, edição de 1994)

E a doença mental?

As doenças mentais são condições variadas que afetam o humor, o bom senso, a concentração e o bom desempenho de uma pessoa na sociedade. Elas podem ser neuroses ou psicoses. As neuroses são características comuns encontradas em qualquer pessoa, como o medo e a ansiedade, porém exageradas. Já as psicoses são fenômenos psíquicos anormais, como delírios, confusão mental e perseguição. Exemplos comuns de doenças mentais são a depressão, o TOC e a esquizofrenia.

Perceba que, embora as habilidades para interagir com o seu meio existam no doente mental, elas podem ficar comprometidas por fenômenos psíquicos anormais ou aumentados, que podem levar a uma percepção alterada daquilo que é a realidade.

O tratamento da deficiência e da doença mental

O tratamento para casos de doença mental, normalmente envolve psiquiatras e psicólogos. Embora seja possível que outras especialidades precisem intervir, isto não é tão comum nem tão frequente.

Nos casos de deficiência mental, algumas habilidades básicas para o convívio em sociedade e para a própria autonomia do sujeito não foram desenvolvidas ou estão consideravelmente comprometidas. Por isso o tratamento do deficiente mental é contínuo, a fim de estimular o desenvolvimento dessas habilidades necessárias ao paciente. Outra característica do seu tratamento é que, normalmente, ele é multidisciplinar, envolvendo educadores especiais, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos. Quando se faz necessário o uso de medicamentos para controlar episódios de epilepsia, o acompanhamento de um psiquiatra é extremamente importante.

Embora deficiência mental e doença mental sejam distintas entre si, ainda é possível que um paciente apresente tanto uma quanto a outra. Nesses casos, o tratamento deve levar em conta ambas as situações, para que seja eficaz e melhor aproveitado.

1 Comment

  1. Augusta Inacia Paciência

    Amei está informação foi muito útil para mim, era exatamente o que precisava obrigado

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